quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Nossos monstros.











As dores trancafiadas no coração daquela doce criança já havia crescido, e se transformado em um silencioso mostro; enroscado em sua garganta, arranhando o seu coração...
Nem a lua e nem o sol podiam mais dar a luz da esperança, e a escuridão dentro dela tomava conta; uns diziam que aquilo iria passar e outros que nada iria adiantar; tentavam chamar o seu nome e puxa-la do abismo, mas nada podia fazer, todas as tentativas eram em vão, ela nunca poderia sair de suas próprias dores e ilusões.
As canções de ninar já não a faziam dormir, e aquela voz doce e cruel a levava de volta para as profundezas das dores, e cega de amores ela se deixava levar; tinha total confiança sobre a besta, que a fazia delirar. Nunca abriu os olhos verdadeiramente para ver aquele tal amor desfigurado, sua mente a aconchegou de sonhos de infância, com um castelo e tudo mais; a impossibilitou de ver a realidade, pobre moça vazia, com pensamentos que não se desfaz. 
Ela via o otimismo onde não tinha, e sorria como um boneco fantoche, deixava ser controlada pelos seus próprios demônios, pois isso a agradava; irreal doce sonho real, onde você lê trechos de contos de terror dando risada, tremendo por dentro e com medo dos seus próprios monstros, criados por você contra os outros monstros da sociedade. 
E eu? Eu espero lentamente o meu próprio monstro me matar...

sábado, 5 de novembro de 2011

Ela não sabia muita coisa.




Ela não sabia exatamente o que estava fazendo, não sabia porque suas mãos suavam tanto e porque o riso dele a fazia delirar; mas ela sabia que toda aquela mistura de sentimentos a estava fazendo bem, e pela primeira vez ela não estava relembrando as dores do passado, nem com medo do futuro. Ela só estava ali, segurando a mão dele, olhando para os próprios pés e rezando a sua própria oração.
Ela não sabia o que aquela história ia dar, muito menos se ia durar; mas ela sabia que o tempo que durasse ela iria ser feliz. E ele também.

sábado, 8 de outubro de 2011

Mais nada.


Luzes lá fora me convidam para sair mas tudo me lembra o teu amor, e eu não quero...
Navalhas cortam a pele mas o amor corta o coração, o que é pior; já não consigo comer, beber ou dormir, só me resta rezar, rezar e rezar.
Vamos fugir, vamos embora? Mas o meu coração não aflora.
Entre meus mil sorrisos você nunca saberá ao certo qual deles é verdadeiro, e eu vou te enganado com o meu veneno; entre amores tão pequenos, emboscadas frias na luz de setembro.
O amor é um mar que te dá enjoos e euforia, te mata de tanta adrenalina e te deixa maravilhado com tanta beleza; mas beleza, meu amor, é passageira! Mil perdões, mil rosas despedaçadas, dentro do meu coração não existe mais nada.

E isso se chama otimismo.



Dói, dói e muito; mas e daí? A queda do penhasco foi boa com a minha tentativa de voar, me desculpe mas eu não serei a mesma se não puder sonhar. Dói, dói e muito; mas as estrelas me tranquilizam, entre teus pequenos brilhos ouso-me a amar, a quem sabe até sonhar; meus olhos não definem cor, e meu peito não se bate um coração, só sinto cheiro da dor, mas olho pro céu com compaixão.
Deito assim, sob a luz do luar, e zelo sim, por meu amor a ti guardar; assim fecho os olhos, esperando ansiosamente para que o sol apareça, com seu brilho me aqueça, e seu amor me guiar; sumindo minhas dores, embebedando-me de seus amores, para sempre me guiar.

Vazio e mais nada.





As vezes bate aquela tristeza;
Tristeza incontrolável, que aparece sem avisar,
E eu me pergunto: o que eu fiz de errado?
Mas nada do que eu faço consegue parar.
Eu vejo tudo negro, embaçado, e nada mais me atrai;
Continuo aqui me perguntando: Porquê?
A chuva já não me alegra, e o amor não me satisfaz,
Peço veneno para adiar a minha morte, mas dizem que isso não se faz.
Fazer o que então, para passar esse sentimento?
Dorme pequena, dorme; já isso passa.
Promete? Jura?
Não. Mas a visão embaça; e isso já facilita, te engraça.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Está na hora de amar.

Tenho medo do sol que nunca se põe,
Sinto falta de escuridão, escuridão só minha,
Eu eu sei que já é tarde, mas nunca é tarde para amar;
Em meus sonhos te imaginei, em livros te desenhei,
E agora tudo que era sonho, se tornara realidade.
Já não tenho pesadelos, e enfim meu coração derreteu,
Preciso voltar para a escuridão, mas o sol não deixa,
Agora você virou dono da minha vida;
Estou assustada, mas o sol é bom.
Preciso de um pouco de ódio, um pouco só, para me tornar boa novamente.
Maldito seja o amor que renasceu das cinzas,
E maldito seja você, meu amor e meu ar;
Ao preto e branco que eu estava acostumada não existe mais,
Hoje você me faz sorrir, mas juro, juro que não queria te amar.
O feitiço se virou contra o feitiçeiro,
Feche o livro das mágoas,
Quebre a frieza;
Renconstrue o coração.
Aceite o amor.

domingo, 27 de março de 2011

Meu coração já não existe mais, eu o devorei,
Achei essa a melhor decisão, porque ele não me servira mais para nada;
Fazer o que, se dentro de mim corre um sangue gelado?
O que posso fazer se sentimentos bons não são a minha praia?
Eu nunca te amei ao certo,
A palavra amor me faz sentir náuseas.
Tudo bem anjo, você não foi o único,
Mas eu me diverti bastante sendo perversa com você;
Tudo bem querido, se vingue de mim, mas antes disso me compre um coração,
Eu não me orgulho por isso, mas fico feliz em me colocar em primeiro lugar.
Lágrimas nunca foram desperdiçadas, pratos nunca foram quebrados,
E eu, nunca, nunca te amei.
E agora só me resta voltar para a escuridão, onde sempre foi meu lugar,
Fazer o que se eu nunca aprendi o que é o amor?

Seja feliz.

A felicidade é algo bom, muito bom,
Mas porque vivemos procurando a felicidade, ou melhor, procurando o que achamos que é felicidade;
E quando a achamos não é nada do que pensávamos?
Então pare de ir em busca da felicidade, pois a felicidade está ai, do seu lado, só você que não a vê.
O único defeito da felicidade é que ela não fala, não tem como te avisar que você não precisa de dinheiro para conquista-la, muito menos aquela pessoa ideal, aquele carro do ano...
Não, você só precisa viver.
Saia de casa, liberte-se do ninho, seja, independente de tudo, você,
E ame, mas ame em primeiro lugar você, mas ame;
Ame nem que seja suas flores, seus sapatos, mas ame,
Seja feliz.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Meu demônio.

Sociedade suja e corrupta, chega a me dar vergonha de viver,
Lágrimas mal interpretadas por arrogantes bem vestidos;
Sozinha eu sinto que estou, nessa escuridão de pedras,
"Grite mais alto, o quanto puder!" De quem são essas vozes?
Não vou mais suportar esta dor, eu sinto que tem algo aqui dentro;
Eu preciso ser curada da praga, do egoísmo que colocaram dentro de mim,
Sozinha estou, com medo e com frio, mas não desistirei;
São monstros a minha procura, o que será que querem de mim?
Eu não vou me mover, não tenho coragem,
Lá vêem eles, marchando contra o bem, vomitando rios negros, blasfemando contra a paz;
Eu preciso me esconder, pois o demônio quer sair, quer se vingar,
Por favor, não machuque mais ninguém, estava eu a sussurrar;
Mas ele não me escutou, saiu de dentro de mim, a destruir tudo pela frente,
Palavras vomitadas ao ódio mortal, ao ódio guardado dentro de mim;
Ódio impaciente, que se reservara a um demônio,
Eu torci para que ele não o machucasse, mas nada adiantou.
Ele não perdoa magoas, não perdoa mentiras,
"Diga adeus mas uma vez, porque eu o estou levando embora, junto comigo, para a escuridão"
Mas eu não posso ser um demônio, eu não posso viver nas trevas...
"Você só sairá das trevas quando achar a luz dentro de você", disse ele, negro e mal humorado,
Eu não possuo luz, eu não possuo nada, nada além de você;
Então encontrarás algo dentro de mim, enquanto isso serei você, parte de você.
Só me resta rezar, rezar para a luz chegar...



quinta-feira, 10 de março de 2011

Foda-se você.

Eu acordei com uma vontade de me amar, pela primeira vez me amar de verdade,
Acordei querendo ligar o foda-se para o que todos pensam, e se preocupar somente comigo;
Tudo bem, podem me chamar de egoísta, eu não ligo mais, porque agora me encontrei,
E só a minha opinião, a minha consciência que importa, então vá se foder.
Vestir aquela melhor roupa, o melhor sapato, hoje eu quero viver,
Esquecer o passado, abrir as portas pra felicidade, essa é a fantasia que quero viver;
Todas as tentativas fracassadas de me derrotar vão desaparecer,
Porque hoje eu estou feliz, e me amo acima de tudo.
Não adianta quererem me derrotar, muito menos me destruir,
Porque eu estou vivendo por mim e não por vocês filhos da puta egoístas;
Está na hora de se preocupar somente comigo, e com mais ninguém.



Livre estou.

Confesso que já estive em dias melhores,
Confesso também que meu café já esteve menos amargo do que este;
Mas o que posso fazer se hoje a vontade não está comigo,
E a dor está presa em mim?
Em um dia ensolarado, enrolada a 1 edredom, aqui estou eu,
Fracassada pela minha falta de animação, derrotada pela dor;
Já me perdi em lágrimas,
Preciso de um banho, mas não vou me levantar, não agora.
O telefone não para de tocar, mas deve ser você com suas desculpas esfarrapadas e seu perdão malicioso,
Desista idiota, eu não vou te atender, eu não vou aceitar seu perdão;
Pegue todos as jóias que você me deu, e jogue-as no traseiro de cada vadia que você se deitou,
Mas por favor, não me venha com conversa cínica, porque de cínica já basta a minha vida.
Eu o odeio por ser tão lindo e tão cafajeste, e que culpa eu tenho?
Tentei ignorar todas as suas traições, e todas as suas ofensas,
Mas não dá mais, meu coração morreu,  meu cérebro acordou, e aqui estou eu, morta e viva.
Nada mais em você me surpreende, e te olhar me dá nojo,
Eu sinto que isto é bom, mas é melhor você não aparecer aqui;
Você cheira a fracassado, e eu conheço bem esse cheiro,
Acho que é por isso que nos damos tão bem, não é mesmo querido?
Suma da minha vida, se deite com mil vadias e engane outra otária,
Mas não eu, nunca mais.



segunda-feira, 7 de março de 2011

Eu preciso viver.

Eu preciso me deitar, e aprender a controlar meus pensamentos,
Eu preciso acreditar no bem, e me afastar do mal;
Eu preciso entender como pude chegar até aqui,
Eu preciso viver.
Eu preciso tentar, tentar antes de fracassar,
Eu preciso amar e ser amada;
Eu preciso viajar a todos os lugares, conhecer o mundo,
Eu preciso viver.
Eu preciso matar meus medos, destruir as barreiras,
Eu preciso encarar meus sonhos;
Eu preciso sorrir mais,
Eu preciso viver.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Preciso de você.

Perguntei para as flores se você ainda existia,
Mas elas não responderam;
Já não me lembro dos seus abraços, do seu cheiro,
Preciso de você.
Perguntei para o sol se você ainda me amava,
Mas ele não respondeu;
Já não consigo escutar a sua voz, nos meus sonhos,
O gosto do seu beijo eu já não lembro mais;
Preciso de você.
Meu mundo se acabou,
Já não consigo ter forças para viver;
Uma dose de calmante para enganar o desespero,
Preciso de você.





quarta-feira, 2 de março de 2011

Eu preciso morrer.

Nem eu sei se sou real, nesse mundo cheio de ilusões
Onde mal se disfarça de bem, onde tudo parece ser fácil
Nem eu sei se estou viva, ou se é só a minha alma que morreu
Só sei que preciso morrer, morrer, morrer.
Me tire daqui, mas para aonde me levar?
Não existe um lugar perfeito meu amor, tudo isso é uma doce ilusão
É a tv que nos engana, com a sua maldita globalização,
Só sei que preciso morrer, morrer, morrer.
Me leve embora, mas para aonde fugir?
Não existe mais paz, em nenhum lugar deste mundo,
Só existe o ódio, e a ganância.
Mentes poderosas estão no poder, e meus amigos se foram, estou só.
Só sei que preciso morrer, morrer, morrer.
Mas como morrer? Não existe uma morte certa, mas existe uma vida certa
Eu preciso viver, viver, viver.
Mas como viver? Vou descobrir.

Antes de criticar, entenda.

Como julgar um ato se você mesmo o cometeu?
Para e pense, se olhe no espelho
Você é um mortal, também peca.
Eu peco, mas você peca mais, peca pelo ato de julgar.
Vômite seu ódio em si próprio e deixe as pessoas fora disso,
Não as culpe pelo seu fracasso, nem pelo seu desespero.
Se julgue 30 vezes antes de julgar alguém;
Não tenha medo de ser uma boa pessoa, isso não te matará
Pare de fingir, não ousa a inventar,
A mentira é uma doce ilusão que se voltará contra você
Não julgue antes de saber
E se souber não julgue antes de entender,
Porque quando entender não irá mais julgar.


Especialmente dedicado a uma querida amiga que tem me apoiado muito, Carol Gimenes. Obrigado!



Isso é estranho.

Suas mentiras já não fazem parte da minha vida,
Seus atos ridículos já não me impressionam mais;
Alias, mais nada de você me impressiona.
E eu já estou cansada de te escutar,
Meu estômago embrulha ao ouvir a sua voz,
Meu coração para por alguns segundos ao ver a sua imagem;
Se isso não é amor meu querido, é o que?
Ah, doce ilusão, o amor não existe, não aqui.
Você tem o péssimo dom de me deixar enojada,
E eu te amo por isso.
Isso é estranho, e me da medo, mas eu te amo por isso.



Mesmo que eu esteja aqui.

Mesmo que eu chame a sua atenção, toda hora, você se recusa a me olhar,
Mesmo que eu fique horas me arrumando, você se recusa a elogiar,
Mesmo que eu puxe assunto, você se recusa a falar;
Mesmo que eu te sigo cegamente,você se recusa a me olhar,
E mesmo que eu não paro de te olhar, você se recusa a perceber, que estou terrivelmente apaixonada por você.
Isso chega a ser egoísta da sua parte, e eu fico aqui tentando entender, o que de errado eu fiz, já é tarde, e Não consigo te esquecer
Esse sentimento embrulha meu estômago, me faz tremer,"isso é passageiro", minhas amigas tentam me fazer entender.
Mas, por mais que você não note minha presença, ainda estou aqui,loucamente apaixonada por você;
E por mais que você fuja de mim,eu ainda estou aqui, louca de vontade de te beijar.
Tentar te esqueçer é dificil, e é algo que sinceramente,não quero fazer;
Nas noites longas é com você que quero ficar,
Sua namorada é o que eu quero ser,
Mas só nos pensamentos isso vai ficar ..
E por incrivel que pareça,eu aind anão te beijei,
E por mais de mil diretas,você ainda não percebeu,
Está estampado em meu rosto,só você que não quer enxergar;
Que quero ser sua mulher,nem que eu tenha que mudar,
Mais você se recusa a perceber,como é grande a paixão que sinto por você.
 






Me dê mais vodka.

Por favor arrependimento vá embora
Por favor tristeza saia daqui;
Insegurança me traga uma vodka
Medo sente-se aqui.
É bom saber que pelo menos sou dona desses sentimentos,
Dona deles e de mim;
Um pouco mais de vodka, prometo, vou parar.
Só dói quando eu respiro,
Facas e espinhos dentro de mim;
Me traga mais vodka, um pouco mais para mim
Necessito ir embora, mas o medo toma conta de tudo.
Dor, minha bela amiga, minha unica companheira,
Não vá embora não, junte-se a mim e a querida solidão,
Só mais um pouco de vodka, ou a garrafa inteira;
Preciso me deitar e enganar a tristeza,
Mas ela não deixa, tomou conta de mim.
Assim se vai a garrafa inteira e eu ainda aqui,
Só me resta deitar, venha dor, não me abandone;
Chame a tristeza e o arrependimento de volta, e vamos dormir.