quarta-feira, 21 de março de 2012

A epiderme arrepiada pelo tenebroso suspiro daquele em que meu coração ainda disparava, eu menti. Ainda tem rastros de cinza em meu coração. Por que tão solitária? Tão sozinha consigo mesma. A boca ressecada implorando por outra boca nova, ardosa, suculenta; ou por um copo de cachaça. Tanto faz. Tudo igual e tudo tão diferente.
Por que tão solitária? Com o coração trincado das outras feridas passadas em que nem aquele tempo milagroso que as pessoas tanto falam conseguiu curar. Morta no deserto, dissolvendo-se no temporal discreto da minha mente. Mente perturbada pelo medo de amar outra vez.
Por que tão solitária? Tremendo por dentro sob o efeito das luzes da cidade suja. Um peito costurado pelas palavras não tão confortantes de quem nunca sofreu das dores do amor. Já não sinto mais nada, tudo isso é como o vento. Respiro pesado e com as mãos vazias de autoconfiança. Por que tão solitária? Por que tão humana?

segunda-feira, 19 de março de 2012

Me tira o sorriso, me  tira o brilho do olhar
Me faz sentir calafrios, faz minha epiderme arrepiar
Me faz ter medo de sonhar, de abrir a boca para falar
Só não me tira o amor que guardo no meu peito
E que sempre vai ser você o meu amor perfeito.

Eu a avisei

Eu a avisei, mas as doces fantasias te iludiram
E onde estas irrealidades te levaram?
A lama, no fim do abismo sem a luz da paz em teu coração
Você caiu sem saber voar, se despiu sem saber a quem desejar
Com a boca calada, coração arranhado
Agora fica entre as tralhas de teu armário, tremendo, se cortando
Se escondendo de mim
E eu te procuro, pra caçoar de ti
Pra rir  em frente as teus olhos, sem dó nem piedade... e por quê? Eu avisei.