quarta-feira, 25 de julho de 2012
Ontem te amava, pedia dose de você. Me sentava com qualquer estranho e contava sobre todos os pelos suados do seu corpo, assim, na maior intimidade com o desconhecido. Pobre coitado! Tinha que aguentar a paixão raivosa que salivava da minha boca. Logo mais tarde ia pra casa, sorria pra Lua, deixava ela brilhar mais do que eu. E eu só sabia uma canção, aquela lá, a nossa. Ou aquela que eu denominei que era nossa mas que você sequer ouviu uma única vez. Chegava em casa e te rabiscava na parede do meu quarto. Mas que puta prejuízo pra pintar tudo aquilo depois. Desgraçado! Ordinário! Sem coração! O ontem morreu, e o hoje chegou. Você mesmo me avisou que era homem de um dia só, mas eu sempre tive esperanças, o ontem poderia até virar o amanhã. Mas não virou.
domingo, 22 de julho de 2012
Eu já não sei se tô misturando, dando bandeira à solidão, mas eu só te quero mais um pouquinho, vamos nos aproveitar. Só preciso de uma decisão, mesmo que não, venha comigo, quero você, perto ou longe. Maldição é essa merda denominada amor; não quero ter mais coração, se não for pra ficar com você, então ligue pra morte, não quero mais viver.
Pra que fingir que sabe quando o amor acontece e depois, em desespero, perceber que já não é mais dono dos seus próprios sentimentos? Você diz que não liga para os pensamentos alheios mas vive emburrado aos cantos quando ninguém te elogia por inteiro. Acha que pode entender o motivo de todas as coisas mas, no final de cada madrugada bêbada, você se vê esparramado no chão do banheiro.
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