segunda-feira, 28 de maio de 2012


Índios soltos nas ruas
Vestindo suas roupas cruas
Caçando onças de paletó
Fugindo com seus carros sem dó

Anjos jogando xadrez no inferno
O diabo de biquíni no inverno
O dinheiro sendo rasgado
O país todo cagado.

Os discos de vinil pegando fogo
As prostitutas no sufoco
O sangue saindo pelo meu nariz
Várias overdoses por um triz

Cogumelos plantados no meu quintal
Para uma refeição banal
Mulheres cozidas com batatas
Religioso que mata

Vadias palitando os dentes
Tatuando cerejas indecentes
Meias furadas por cima das botas novas
O Rock and roll está de volta.


Com Ingrid Gili 

domingo, 27 de maio de 2012

É na escuridão que eu me encontro, é nos papeis em branco que represento a minha dor, é nos sorrisos alheios que me apaixono, é na tua companhia que entrego o meu amor.
O vento sopra frio. A janela aberta, o cigarro sumiu, a noite não chega, o amanhã demora, o que eu faço, senhora?

Por que partiu? Por que se foi? O chão sujo se tornou meu companheiro, e meu corpo ainda implora por você inteiro.



Não sei, simplesmente parti... Mas isso me fez a cada dia perceber que com voce eu quero morrer! viver, crescer e aprender. Amo-te hoje, ontem, de dia ou quando anoitecer!


Tento enganar meu corpo com uma dose de bebida, e isso tudo se mistura com a cama fria, sem você. Será que você pode me ouvir? Será que a tua boca ainda vai me servir?

Acho que sim. nosso amor é como a flor do teu jardim...quando há luz, dá de rosa até jasmim! Nosso amor funciona desse jeito, eu pra voce, voce pra mim!

Quantos meses de amor, quantos dias de dor. Então deixa tudo morrer, tudo se dissolver, diz sim pra mim que eu digo sim a você!


Com Saulo Santos. :)
Aqui jaz uma sereia que não nasceu no mar mas aprendeu as linguas dos maus pescadores, alucinada pelo poder da noite calada da cidade, louca pelos velhos tempos de loucuras no mar. No silêncio das ruas ainda sou capaz de ouvir os gemidos das almas excitadas pelo calor dos corpos colados, pelo vinho derramado, pelo cigarro apagado. Ainda se encontram poemas que contam noites bem vividas e  gente esparramada em todo lugar, dissolvidas pelo cansaço e pela falta de amor. Ainda se encontram e se perdem muita coisa por aí, pelas ruas, pelo céu, pelo ar. Pode-se escutar nas bocas bem frescas muita coisa boa sobre mim e também muita coisa ruim, mas eu sou sereia e não nasci no mar, sou de todos os pescadores mas não sei nadar!