quarta-feira, 25 de julho de 2012
Ontem te amava, pedia dose de você. Me sentava com qualquer estranho e contava sobre todos os pelos suados do seu corpo, assim, na maior intimidade com o desconhecido. Pobre coitado! Tinha que aguentar a paixão raivosa que salivava da minha boca. Logo mais tarde ia pra casa, sorria pra Lua, deixava ela brilhar mais do que eu. E eu só sabia uma canção, aquela lá, a nossa. Ou aquela que eu denominei que era nossa mas que você sequer ouviu uma única vez. Chegava em casa e te rabiscava na parede do meu quarto. Mas que puta prejuízo pra pintar tudo aquilo depois. Desgraçado! Ordinário! Sem coração! O ontem morreu, e o hoje chegou. Você mesmo me avisou que era homem de um dia só, mas eu sempre tive esperanças, o ontem poderia até virar o amanhã. Mas não virou.
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