sexta-feira, 11 de março de 2011

Meu demônio.

Sociedade suja e corrupta, chega a me dar vergonha de viver,
Lágrimas mal interpretadas por arrogantes bem vestidos;
Sozinha eu sinto que estou, nessa escuridão de pedras,
"Grite mais alto, o quanto puder!" De quem são essas vozes?
Não vou mais suportar esta dor, eu sinto que tem algo aqui dentro;
Eu preciso ser curada da praga, do egoísmo que colocaram dentro de mim,
Sozinha estou, com medo e com frio, mas não desistirei;
São monstros a minha procura, o que será que querem de mim?
Eu não vou me mover, não tenho coragem,
Lá vêem eles, marchando contra o bem, vomitando rios negros, blasfemando contra a paz;
Eu preciso me esconder, pois o demônio quer sair, quer se vingar,
Por favor, não machuque mais ninguém, estava eu a sussurrar;
Mas ele não me escutou, saiu de dentro de mim, a destruir tudo pela frente,
Palavras vomitadas ao ódio mortal, ao ódio guardado dentro de mim;
Ódio impaciente, que se reservara a um demônio,
Eu torci para que ele não o machucasse, mas nada adiantou.
Ele não perdoa magoas, não perdoa mentiras,
"Diga adeus mas uma vez, porque eu o estou levando embora, junto comigo, para a escuridão"
Mas eu não posso ser um demônio, eu não posso viver nas trevas...
"Você só sairá das trevas quando achar a luz dentro de você", disse ele, negro e mal humorado,
Eu não possuo luz, eu não possuo nada, nada além de você;
Então encontrarás algo dentro de mim, enquanto isso serei você, parte de você.
Só me resta rezar, rezar para a luz chegar...



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