quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Nossos monstros.











As dores trancafiadas no coração daquela doce criança já havia crescido, e se transformado em um silencioso mostro; enroscado em sua garganta, arranhando o seu coração...
Nem a lua e nem o sol podiam mais dar a luz da esperança, e a escuridão dentro dela tomava conta; uns diziam que aquilo iria passar e outros que nada iria adiantar; tentavam chamar o seu nome e puxa-la do abismo, mas nada podia fazer, todas as tentativas eram em vão, ela nunca poderia sair de suas próprias dores e ilusões.
As canções de ninar já não a faziam dormir, e aquela voz doce e cruel a levava de volta para as profundezas das dores, e cega de amores ela se deixava levar; tinha total confiança sobre a besta, que a fazia delirar. Nunca abriu os olhos verdadeiramente para ver aquele tal amor desfigurado, sua mente a aconchegou de sonhos de infância, com um castelo e tudo mais; a impossibilitou de ver a realidade, pobre moça vazia, com pensamentos que não se desfaz. 
Ela via o otimismo onde não tinha, e sorria como um boneco fantoche, deixava ser controlada pelos seus próprios demônios, pois isso a agradava; irreal doce sonho real, onde você lê trechos de contos de terror dando risada, tremendo por dentro e com medo dos seus próprios monstros, criados por você contra os outros monstros da sociedade. 
E eu? Eu espero lentamente o meu próprio monstro me matar...

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