terça-feira, 2 de outubro de 2012
Por que o tempo está tão quente e você está tão frio, sendo que deveria ser ao contrário? Por que você faz sair água dos meus olhos e não das nuvens lá fora? O meu valor não existe perante o que podemos chamar de um breve romance nosso, e eu continuo sorrindo com as tuas migalhas de beijos mal dados. Posso, em certas horas da madrugada, acordar afoita à espera de que um dia você possa sorrir para mim, mas a escuridão é tudo o que sou capaz de ver, e então, se por alguma inútil razão você aceita descansar em paz, fale agora ou cala-se na minha boca. O amor que chamo de nosso ainda não foi descoberto por você, e eu fingo que nada pode piorar quando não tenho hora marcada com a tua presença, mas a paranoia sempre aparece nos momentos mais melancólicos possíveis de cada dia vivido por mim.
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