sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Dezessete anos e já sabia muito bem aonde procurar o que queria encontrar. Testava em qualquer boca alheia o gosto de tudo o que o mundo era capaz de lhe oferecer, e logo no final saia descontente pelo sabor dos outros que não tinha lhe agradado. Guardava qualquer tipo de rancor, mas se preocupava mesmo pela ausência do amor. Gostaria de saber o que era o motivo dos sorrisos bobos, das mãos trêmulas, da saudade que logo se passava quando um abraçava o outro. Queria poder tocar o céu da boca de um outro alguém com suas doces palavras, que sempre escrevia mentalmente pro seu futuro querubim. Desejava saber amar, mesmo que não fosse amada. Se queixava pelos elogios baratos dela mesmo ao espelho, porque não tinha mais ninguém para à elogiar. Comprou todas as simpatias da cigana da esquina pra fazer com que o seu próprio coração faça algo mais útil do que só bater. Jurava pra si mesmo que iria amar, mas nunca amou. De dezessete passou pros trinta e sete, e do amor se esqueceu, aprendeu com diversas pessoas que do amor só vem a dor, e na solidão qualquer coisa pode virar paixão. Porque o amor é uma arte, não é pra qualquer um, não ama quem quer, só ama quem pode.
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