Puta que pariu! É a unica coisa que consigo pensar... Puta que pariu! De tanta coisa pra se sofrer fui logo escolher as dores do amor?! Poderia até chorar por um joelho ralado ou um braço quebrado, sofreria facilmente pela morte do meu gato (Deus que me livre!) mas fui logo escolher me deprimir por amor. E olha que nem amor de mãe é! Argh, por quê? Por que justo comigo, Jesus? O que eu tenho de tão igual pra ficar chorando em todos os cantos da minha casa que nem as outras (ou outros)? Deve ser macumba.
Então eu quero morte, de preferência sem dor. E rápida porque deve ser foda morrer. Quero o velório mais bonito da cidade e, ao lado do meu caixão preto, quero uma faixa enoooorme branca e dourada escrito "HEY, SEU CRETINO FILHO DA PUTA! MORRI POR TUA CULPA!!", pensa que demais! Afinal, quem não quis, pelo menos uma única vez, que algum filho da mãe se sentisse culpado por todas as mazelas que fez para ti? Tu não? Ah, foda-se. Eu quis, quero e sempre vou querer .
Pensando bem, se eu morrer não vai ter muita graça, então eu posso infernizar a vida do desgraçado, cujo o nome eu prefiro não citar para evitar o profundo enjoo, até que o pinto dele caía, ou até que ele mude de cidade, estado, país, planeta... Seria ótimo se eu ao menos conseguisse pronunciar o nome dele. E se eu me apaixonasse outra vez (por outro cara, é lógico)? Não, péssima ideia. Esquecer um caso mal resolvido com um caso que ainda nem se resolveu nunca foi o meu forte. Meu Deus, o que fazer então? Me ajuda!!
E lá estava ele, lindo, cheio e me chamando pelo nome. Jack. Jack Daniels! Então o que me resta mesmo a fazer? Beber.
Nenhum comentário:
Postar um comentário