Eras um pássaro tão bonito
Pintavas o céu com minha liberdade
Dava inveja aos homens que vestiam
A carapuça da desigualdade
Detalhavas o Sol e a Lua com a minha alegria
Bordavas o céu com a minha beleza
Desfilava em todas as nuvens
Sentia-me parte da realeza
Até que chegastes Satã e com inveja
Da minha felicidade
Mandou cortar minhas asas, e junto foi-se
Minha liberdade
Agora sois só mais um pássaro desfigurado, vazio, roubado
Aprendi a ficar só na saudade
Transformei-me em um humano, preso na alma de um pássaro
A procura da liberdade.
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